ESTIMATIVA DA ÁREA PLANTADA (50,66 milhões de hectares)
A área cultivada com grãos (algodão, amendoim, arroz, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, aveia, canola,
centeio, cevada, trigo e triticale), estimada em 50,66 milhões de hectares, é 1,5% superior à cultivada na safra
2010/11. Em termos absolutos, corresponde a uma expansão de 742,3 mil hectares.
Neste levantamento, dentre as principais culturas de verão primeira safra, o milho e a soja apresentam acréscimos
na área de cultivo, enquanto que as de arroz e feijão apresentam decréscimos, confirmando as expectativas dos
levantamentos anteriores. O algodão que apresentava redução na área de plantio passou a apresentar crescimento
de 0,4%.
Em termos percentuais, o milho apresenta o maior acréscimo (9,1%) representando um adicional de 718,1 mil
hectares, totalizando uma área recorde de plantio de 8,63 milhões de hectares. A segunda cultura em destaque é a
de soja, com ganho de 453,7 mil hectares, 1,9% superior à safra passada, motivada pela boa rentabilidade e pelos
preços
Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos 2011/2012 – Quarto Levantamento – Janeiro/2012 5 atrativos.
As culturas de arroz e feijão apresentam redução na área. O feijão em função das dificuldades na comercialização e
aos preços deprimidos e o arroz pela diminuição de água nos mananciais.
ESTIMATIVA DE PRODUÇÃO (158,45 milhões de toneladas)
A produção estimada é de 158,45 milhões de toneladas, 2,8 % inferior à obtida na safra 2010/11, quando atingiu
162,96 milhões de toneladas (Quadro 2). Esse resultado representa uma redução de 4,51 milhões de toneladas. A
maior redução é observada na soja (3,57 milhões de toneladas), e no arroz (2,15 milhões de toneladas). Para o
milho primeira safra a previsão indica crescimento de 5,6%, equivalente a 2,0 milhões de toneladas.
Ressalte-se que no mês de dezembro/11, as condições climáticas não foram favoráveis principalmente as de milho e
de soja, sobretudo nos estados da região Sul, parte da Sudeste e no Sudoeste de Mato Grosso do Sul. A gravidade
climática afeta principalmente as lavouras de milho no Rio Grande do Sul uma vez que se encontram
predominantemente nas fases críticas de floração e frutificação. A soja, em sua maioria se encontra na fase final de
desenvolvimento vegetativo, já causa preocupação, pois para as fases seguintes, floração e frutificação, a
normalidade climática é fundamental.
Os reflexos decorrentes desta situação serão apuradas no levantamento de campo pelos técnicos da Companhia
programado para a segunda quinzena de janeiro.
MILHO
Situação geral – A área semeada com milho primeira safra teve aumento significativo, pelo estimulo dos bons
preços do mercado que permaneceram em patamar remunerador em todas as regiões produtoras. Os aumentos
mais significativos aconteceram no Paraná, Goias, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
O desenvolvimento geral da lavoura nos principais estados produtores é considerado satisfatório no Mato Grosso,
Minas Gerais, Goiás, Tocantins parte do Paraná, São Paulo, Santa Catariana e Mato Grosso do Sul. O clima foi
favorável durante a semeadura, o que proporcionou adiantamento significativo na implantação da lavoura quando
comparado ao a mesma etapa da safra anterior.
No Rio Grande do Sul 80% é semeada no primeiro período que inicia no mês de agosto e termina em outubro. Esta
fatia da lavoura está sofrendo os efeitos da estiagem, que são mais agressivos nas regiões noroeste, centro e norte
do Estado. Os 20% restantes que seriam semeados entre dezembro e janeiro estão prejudicados pela estiagem que
impediu sua implantação nas regiões atingidas pala estiagem.
No levantamento foi possível constatar o predomínio do uso dos híbridos “BT” (transgênicos).
Nas regiões Norte e Nordeste, a semeadura começa em janeiro de 2012 e ainda não existe definição sobre a área à
semear.
A lavoura de milho da Segunda Safra é semeada a partir de janeiro e ainda é cedo para previsões, pois vários
fatores influenciarão na decisão da área que será cultivada, dentre eles estão: clima, comportamento do mercado,
período de colheita da soja e o Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos 2011/2012 – Quarto Levantamento -
Janeiro/2012 11 desempenho do milho Primeira Safra.
Clima – O clima está favorável para o milho na maior parte da região região Centro-Oeste, com chuvas em regime
satisfatório para o desenvolvimento da cultura. Na região Sul a estiagem continua com efeitos de intensidade
diferenciada de um município para outro.
O INEMET continua prevendo chuvas abaixo da média para o próximo trimestre para a região Sul, mas, isto não
significa confirmação de ausência de precipitação e sim a má distribuição das chuvas.
Área cultivada - A previsão de cultivo para o milho primeira safra está estimada em 8.634,4 mil hectares, 9,1%
maior que a cultivada na safra anterior que foi de 7.916,3 mil hectares. Nesta área estão incluídas as lavouras das
regiões Norte e Nordeste.
Para o milho segunda safra, a tendência é de aumento da área semeada devido a soja ter sido semeada mais cedo,
o que garante janela ótima para a semeadura do milho segunda afra, mas, como a semeadura começa a partir de
janeiro, é cedo para confirmar a área a ser semeada. A lavoura está localizada basicamente na região Centro-Oeste,
onde é semeada logo após a colheita da soja.
A previsão para o total da área cultivada com milho, somando as duas safras, deverá ficar próximo de 14,5 milhões
de hectares, com crescimento estimado de 5,2% em relação ao total semeado na safra anterior, quando foram
cultivados 13.838,7 mil hectares. A variação futura da área ficará por conta do comportamento da área semeada
na Segunda Safra e as condições climáticas apresentadas no momento da colheita da soja e da semeadura da safra
das regiões Norte e Nordeste.
Produtividade – A produtividade média prevista para a primeira safra é de 4.392 kg/ha, 3,2% menor que na safra
2010/11, quando alcançou 4.538 kg/ha. Por questão metodológica a Conab para estimar a produtividade utiliza a
média das cinco últimas safras, eliminando as safras atípicas. O efeito total da seca na região Centro-Sul não está
computado nesta estimativa.
Para o milho segunda safra, a produtividade estimada é de 3.595 kg/ha, resultante do uso da mesma metodologia.
Considerando as duas safras, a produtividade estimada é de 4.068 kg/ha, com decréscimo de 2,1%. Este número
pode variar para mais ou para menos, dado ao longo período decorrente desde a semeadura da primeira safra
(agosto de 2011), até a colheita da segunda safra ( agosto de 2012).
Produção – A produção brasileira de milho esperada para a safra 2011/12 deverá ficar em 59.210,3 mil toneladas,
com variação de 2,9% em relação à safra passada, quando foram colhidas 57.514,1 mil toneladas. Esta estimativa é
baseada em uma safra normal, e as variações para mais ou para menos, estarão relacionadas à maior
ou menor influência dos fatores de produção durante a transcurso de todo o ciclo produtivo.
Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos 2011/2012 – Quarto Levantamento - Janeiro/2012 12
SOJA
A área plantada com soja em 2011/12 estimada em 24,63 milhões de toneladas é 1,9%, ou 453,7 mil hectares
superior à cultivada na safra anterior.
Com a definição da área em praticamente todos os estados, faltando apenas no estado de Roraima, estado
localizado no hemisfério norte, com o plantio realizado nos meses de abril e maio, estima-se uma produção de
71,75 milhões de toneladas. Este resultado é 4,7%, ou 3,57 milhões de toneladas inferior a produção da safra
anterior, quando foram colhidas 75,32 milhões de toneladas.
O desenvolvimento das lavouras na região Centro-Sul vem passando por situações distintas. Na região Sul,
especificamente no estado do Rio Grande do Sul, a partir de meados de novembro/11, as condições climáticas
desfavoráveis, como chuvas escassas e temperaturas elevadas, prejudicam o desenvolvimento da cultura,
diminuindo o porte das plantas, isto justifica a redução de 15,6% prevista na produtividade em relação à safra
passada. Para o Estado do Paraná, estima-se uma quebra de 10,7% e de 7,7% em Santa Catarina.
Na região Centro-Oeste, nos Estados de Mato Grosso e Goiás, as condições climáticas de modo geral, estão
favorecendo as lavouras, porém houve estiagens em pontos isolados, causando perdas e replantios. No sudoeste do
Estado de Mato Grosso do Sul, as poucas chuvas causam apreensão aos produtores. As plantas estão com porte
abaixo do normal indicando indícios de uma produtividade menor.
Na região Norte-Nordeste, a região de maior produção denominada de MATOPIBA (sul do Maranhão, sul do Piauí,
Tocantins e oeste da Bahia), predomina a fase de desenvolvimento vegetativo e as condições climáticas, até o
momento, estão beneficiando as lavouras.
Última atualização ( Sex, 20 de Janeiro de 2012 13:00 )