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2012 iniciou com notícias positivas para o mercado da carne suína. Entre as mais aguardadas pela

suinocultura brasileira, a confirmação que os Estados Unidos reconheceu a equivalência do serviço

brasileiro de inspeção de carne suína, autorizando a habilitação de matadouros-frigoríficos do estado

para exportação de carne suína in natura, fortalece o setor.


Para o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Losivanio de Lorenzi, a notícia

dá um animo aos produtores. "Há muitos anos buscamos resultados de exportações como esse, cada

passo da suinocultura catarinense foi dado justamente por esse objetivo, ser reconhecida por países

como os EUA, com as melhores condições para adquirir carnes. Somos agora uma vitrine para outros

países consumidores de carne suína", destaca ele.

 

Com foco em resultados, a suinocultura catarinense também acredita que o mercado dos Estados

Unidos pode abrir outras portas para o estado e o país, a médio e longo prazo. "Os americanos são

referência em todos os segmentos da economia, e isso faz com que as suas preferências também

sejam de outros países. Desta forma, acreditamos que Santa Catarina poderá contar com a

aceitação dos mercados do Japão e Coréia", acrescenta o presidente.

 

Mas quando o assunto é exportação, é preciso ter cautela. A produção precisa ser mantida até que a

importação de carne suína seja efetivamente realizada. "Nossa recomendação aos suinocultores

catarinenses e brasileiros é manter a produção com está, sem excedentes no mercado, primeiro é

preciso aguardar até a real compra da nossa carne, para posteriormente tomar as atitudes", pontua.


Além das vendas de carne suína, o mercado de insumos também reflete no bolso do suinocultor. Para

manter o custo de produção é preciso que os valores dos insumos, como milho e soja, sejam viáveis.

 

Em Santa Catarina, existe uma preocupação, quanto à estiagem. Para a ACCS, a falta de chuva

compromete a suinocultura, mas não atinge a produção nacional. "Nosso estado é um grande

importador de milho e não produtor, por isso, a seca vai afetar o consumo local, a produção dos

agricultores, mas não deve refletir nos preços em âmbito nacional. O que há é especulação sob o

mercado dos insumos", finaliza Lorenzi. Com informações da assessoria de imprensa da entidade.

Última atualização ( Seg, 23 de Janeiro de 2012 16:10 )