O mercado de milho brasileiro iniciou a semana com a morosidade típica da segunda-feira; bem
lento. Conforme o analista de SAFRAS & Mercado, Felipe Netto, hoje as ofertas foram escassas em
São Paulo diante do excesso de chuvas, mas a procura está aumentando na localidade.
No mercado externo, a Bolsa de Mercadorias de Chicago fechou em alta. As chuvas menores do que o
previsto na Argentina impediram a pressão sobre os preços. Ademais, o petróleo e o dólar em baixa
ante outras moedas ajudaram a alta do milho na CBOT.
Os preços ficaram estáveis em relação à sexta (20). No estado do Paraná, preços a R$ 25,50 a saca,
no oeste, em Cascavel. No Rio Grande do Sul, preço em R$ 28,50 a saca, em Erechim. Em São Paulo,
cotação a R$ 28,50 a saca, na Mogiana. Em Campinas CIF, preço a R$ 31,70. Em Minas Gerais, preço
a R$ 26/27,00 a saca, em Uberlândia. Em Mato Grosso, a saca manteve-se em R$ 24,50, em
Rondonópolis. Em Goiás, preço a R$ 25,00 a saca, em Rio Verde.
CBOT
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as operações de segunda-feira com
preços mais altos. A questão climática segue refletindo nas cotações do cereal. A fraqueza do dólar
em relação a outras moedas também favoreceu os avanços de hoje. Os investidores seguem
atentos ao clima para as regiões produtoras de milho da América do Sul que apresentam problemas
de estiagem. Com volumes de chuvas aquém do esperado no final de semana, surgem maiores
preocupações quanto a quedas na produção no sul do Brasil e Argentina, apesar dos indicativos de
novas precipitações nesta segunda-feira e terça-feira na região.
As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 35,198 milhões de bushels na
semana encerrada no dia 19 de janeiro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, haviam atingido 30,055 milhões de
bushels (número revisado). Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 26,947
milhões de bushels. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam
647,428 milhões de bushels, contra 651,610 milhões de bushels no acumulado do ano-safra anterior.
A posição março finalizou cotada a US$ 6,20 por bushel, alta de 8,50 centavos em relação ao
fechamento anterior. A posição maio finalizou cotada a US$ 6,25 3/4 por bushel, ganho de 9,00
centavos em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
O dólar encerrou a sessão de hoje em baixa de 0,39%, cotado a R$ 1,7500 para a compra e R$
1,7520. Na sexta-feira, a divisa havia fechado em baixa de 0,22%, cotada a R$ 1,7570.
Apesar de uma aparente maior tranquilidade em relação da situação da economia europeia,
investidores seguem atentos à situação da Grécia. Em um dia de feriado em muitos países asiáticos,
o mercado ficou sem uma tendência definida, já que dos EUA vieram notícias mistas sobre a
economia.
Última atualização ( Ter, 24 de Janeiro de 2012 11:30 )